domingo, 22 de agosto de 2010

Ilha do Mel ;P

essa é a história de uma viagem muito doida que fiz em dezembro de 2008. Foram parentes e amigo, e apesar do lugar a historia é interessante. Esse texto é a cópia de uma redação que fiz no colégio, a proposta era de um diário contando uma viagem fantástica, vejam só:

4 de janeiro de 2009

         Querido diário,
    Estou no avião voltando para Goiânia. Preciso te contar o que aconteceu em minha viagem à Ilha do Mel. Passeio frustrado, já que era o que esperávamos, porém fantástico.
    Tudo começou quando minha prima decidiu que era para a Ilha que iríamos na viagem de final de ano. Compramos tudo antecipado, passagens aéreas, roupas, reservamos hotel, afinal o que precisava. Na internet o lugar era lindo, perfeito, com ótimas vistas e lugares paradisíacos.
    Fomos em uma turma de quase quinze pessoas, entre elas familiares e amigos. Partimos de avião de Brasilia, já que era mais barato - gastamos muito com o hotel - rumo à Curitiba, mas com escala em Guarulhos. A viagem foi um tanto cansativa e demorada, mas tudo bem. Chegamos em Curitiba quase meia noite e 'varados' de fome, então pedimos pizza.
    No outro dia, pela manhã, fomos para uma estação de trem. Uma situação muito engraçada, quinze pessoas andando na rua, cada uma com suas malas, correndo, gritando uns com outros, mas era pra tomar cuidado, já que estávamos a pé, e éramos muitos... ai para não perder, essas coisas de viagem mesmo. Fomos de trem até uma cidadezinha, Pontal do Sul, onde comemos um tal de barreado, uma comida típica da cidade. Mas que comida ruim! 
    Pegamos um mini-ônibus, viajamos umas duas horas por uma estrada muito bonita e com uma estarda muito boa, por sinal. Nosso último, mas não menos importante, meio de transporte, foi o barco. Na verdade uma balsa, que nos levou, finalmente, até a Ilha do Mel.
    Na Ilha não tinha nada pra fazer, NADA mesmo. O negócio era ir pra praia de manhã, almoçar no mesmo restaurante(No Fim da Trilha), voltar para a praia.Ir pro hotel, tomar banho, voltar para o restaurante(acho que conhecemos e experimentamos todo o menu), jogar um pôquer e dormir.
    Vivemos cada situação engraçada, cada situação deprimente. Durante vinte dias, não tinha ninguém na ilha, ai de repente no dia do reveillon, onze horas da noite, tinha tanta gente naquele lugar, tanta. Meu primo machucou o joelho, teve que ser carregado por um carrinho de mão. Comemoramos dois aniversários, e outras histórias.
   A Ilha do Mel, apesar de ser um péssimo lugar, ficará pra sempre em minha memória, já que as companhias eram ótimas, as histórias contadas e vividas lá, são as melhores.
   Diário, pararei de escrever agora, pois o avião começou a pousar, o que significa que está chegando. Até mais!

sábado, 21 de agosto de 2010

Felicidade, uma realidade para nós?


Observando nosso modo de vida, vejo que investimos extremamente na busca da felicidade. Buscamos a ausência do sofrimento, a anestesia para as dores da existência. Investimos em tal procura, pois as pessoas nos cobram a felicidade escancarada. Mas será que alguma forma preestabelecida pela sociedade é o que realmente nos faz feliz?


Penso que não sabemos o que procuramos, pois nem ao menos sabemos definir, ou até mesmo caracterizar,o termo 'felicidade'. Creio, intensamente, que não podemos buscar felicidade, pois ela é uma mera consequência de ações, ou momentos alegres. Deixo bem clara minha opinião sobre a diferença entre felicidade e alegria: a felicidade é algo constante, como disse Aristóteles,não é algo que se esvai logo em seguida, um estado de espírito, enquanto alegria é um sentimento momentâneo.

Ser feliz, é muitas vezes, uma ideia associada a modelos previamente estabelecidos por nossa sociedade: o consumo desenfreado, a posse de objetos, dinheiro, fama, poder, status. Quanto mais temos, mais tememos perder. Quanto menos temos, mais infelizes parecemos ser diante desse modelo.

Não consigo enxergar qual o problema em estar infeliz, já que nem sempre estamos alegres o suficiente para nos sentirmos bem, ou não achamos coisas que nos trazem alegrias. Nem sempre os acontecimentos são favoráveis à nossa busca.

Às vezes, buscamos nossa felicidade na felicidade das pessoas que estão à nossa volta. Particularmente, acho isso arriscado, pois nem sempre, essas pessoas nos transmitem o que realmente sentem, deixando a duvida de se essa alegria é verdadeira. O interessante é que, para a sociedade, o importante é ter, em seu meio, pessoas felizes e irradiando felicidade, como se só existissem pessoas realizadas profissional ou fisicamente. 

Para mim, a questão crucial aqui é chegar num ponto comum de entendimento da felicidade, que, muito além de uma 'carinha sorridente', é um meio de passar por cima do real estado psicológico da alma. As pessoas, frenquentemente, fingem estar felizes, para agradar um parente, um amigo, um chefe de trabalho. Afinal, onde estará o segredo para a felicidade?

Será que necessitamos atingir os parâmetros por um modelo econômico-social? Nossa felicidade se resume a quanto podemos gastar? E quando não temos recursos para gastar?  E quando gastamos muito e, ainda assim, não atingimos o que considerávamos ser um estado de felicidade?

Em minha opinião, a felicidade está em conhecer e respeitar aquilo que somos, as nossas necessidades. Encontrar modos para exercer o que somos pode ser um caminho saudável para a existência. distante de padrões estipulados socialmente, longe da hipocrisia social, que exige a anulação do que se é, como forma de ser, podemos valorizar tudo o que produz vida em nós.

Portanto, não existem padrões para ser feliz e, sim, momentos em que ficamos alegres, podendo assim chegar à felicidade. O que podemos fazer é ter ações que nos tragam alegria. Sejam ações medíocres ou não. 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Relacionamentos Conturbados

Algumas das melhores e mais dramáticas histórias de amor foram escritas por Shakespeare, todos sabem. A principal é Romeu e Julieta. Existe relação mais conhecida e conturbada do que essa? São muitas as paixões conturbadas e os obstáculos a serem enfrentados pelos pombinhos em busca de um final feliz.

Nós, seres humanos, temos dificuldades para nos comunicar. Sempre omitimos ou aumentamos alguma coisa, alguma noticia. Se conversássemos com franqueza, sinceridade, talvez nossos problemas seriam menores ou nulos e confiaríamos mais uns nos outros.

Quando estamos em um relacionamento amoroso, a situação fica ainda mais difícil. A desconfiança é o pior empecilho para um namoro dar certo, pois nunca sabemos se podemos confiar ou não, e se a pessoa está sendo sincera. Não confiar, é muito complicado, pois ficamos 'matutando' tudo o que é dito, cada demonstração de carinho, cada olhar, TUDO pra saber se é verdadeiro ou não.

E depois ainda vem a dor na consciência por causa da desconfiança (acho que essa é a pior parte). Você pensa que está sendo injusta, que não tem sentimentos, que não pode ter namorados e assim vai, esculachando com si mesma.

Se tivéssemos mais compaixão com nós mesmos, veríamos que isso é uma situação normal, que se não fossem esses sentimentos desesperadores, os relacionamentos não teriam graça e não namoraríamos. O negócio é ter paciência, e no meu caso, como cristã, ter confiança em Deus para que tudo seja esclarecido e principalmente superado. 

* Existe um livro chamado Os Amores Difíceis, de Ítalo Calvino. Particularmente, não o li. Mas pelo resumo q vi na internet o autor discute as dificuldades de comunicação que caracterizam os relacionamentos humanos, principalmente amorosos. Ele faz isso contando 13 historias diferentes. ACHO que vou ler pra saber como é.